Song of Madness · Grã-Terra
Raças, fé, poder e magia — organizados por tema, para quando a lore crescer para lá da história de Gibert.
Quatro povos são reconhecidos como pilares de Agraya. Entre humanos e orcs surgem os meio-orcs — como Gibert — e, desde a Ruptura, fala-se em sussurros dos Nascidos da Cinza.
"Se os humanos deram a Agraya a sua política, os anões deram-lhe peso. Se os orcs lhe deram memória de sangue, os silvanos deram-lhe memória escrita."
Raça reconhecida
A força dominante nas cidades, nos arquivos, nos exércitos, nas igrejas e nas instituições. Flexíveis, ambiciosos, instáveis — criam leis depressa, quebram-nas depressa, e chamam progresso àquilo que outros povos chamam pressa.
Raça reconhecida
Um dos povos antigos. Guardam sangue, clã, juramento, luto e memória ancestral. A sua história vive menos em livros e mais em nomes carregados, cicatrizes, cânticos de guerra e promessas repetidas diante do fogo.
Raça reconhecida
Antigos de outra forma — povos religiosos, escribas, tecelões, genealogistas e guardiões de propósito. Para eles um nome não é etiqueta, é direção; uma vida sem propósito é uma frase interrompida.
Raça reconhecida
Mestres da forja, do metal, da contenção e da construção duradoura. Onde os humanos erguem leis, os anões erguem portões; onde outros interpretam o perigo, os anões perguntam como prendê-lo por mil anos.
Linhagem mestiça
Filhos de humanos e orcs que não pertencem plenamente a nenhum dos dois. "Não carregavam metade de dois povos — carregavam a rejeição inteira de ambos." Gibert Gullur é nok ruk, meio-orc sem clã.
Pendente
Sobreviventes de Portais corrompidos, de terras tomadas por Khrall ou de florestas armadas por Mord. Não são Nulos, não foram desvirtuados por Varn — mas também não regressaram iguais. Linhagem, condição, ou mentira do medo? Ainda não se sabe.
Os deuses não criaram a arte — foram criados por ela. Quando uma fé coletiva se une em torno de uma expressão, essa crença ganha forma no invisível.
Quanto mais pessoas acreditam, mais forte a entidade se torna; quanto mais rituais e obras lhe são dedicados, mais nítida a sua voz no reino divino.
O maior
Do canto, da música e da dança. Para os seus devotos, tudo o que vive obedece a um ritmo — a voz que se ergue, o corpo que se move, o coração que pulsa. Não é apenas deus da música: é a crença de que a existência pode ser guiada por harmonia.
Máscaras
Patrono das artes cénicas, das máscaras e das identidades vestidas. Admirado por atores e diplomatas, temido por reis e sacerdotes — onde há máscara, há sempre a suspeita de mentira.
Memória
Ligada à pintura, à imagem e às passagens abertas pela memória. Uma das divindades por trás dos primeiros Portais — janelas que a técnica não abre, só a entrega verdadeira.
Permanência
Dá permanência à pedra, ao corpo e à forma. O deus dos escultores e de tudo o que se recusa a desaparecer.
Em aberto
A lore menciona "divindades menores da palavra, do gesto, da cor, do luto e da celebração" — ainda sem nome nem função definida. Espaço reservado para quando forem escritas.
Antes dos deuses, antes da crença, havia aquilo que o Primeiro Som empurrou para longe: Nokk. Quando deixou de esperar e decidiu caçar os deuses, criou uma arma — e essa arma desvirtuou-se em dez Entidades que já não lhe obedecem.
Anterior aos deuses
Não é um deus — é o que existia antes que os deuses pudessem existir. Sem rosto, sem cor, sem voz. Coveiro paciente de toda entidade esquecida, até decidir caçar as que a fé mortal insistia em manter viva.
Varn
A Loucura
A primeira; desvirtua a intenção do próprio Nokk e ramifica-se em mais nove
Syr
A Rasura
Reescreve a verdade como mentira antiga
Sarn
O Medo
Cresce mais depressa que a devoção; transforma dúvida em repressão
Khrall
A Escuridão
Domina territórios, engole presença, cor e caminho; anuncia os irmãos
Mord
A Peste
Corrompe carne e instinto em terras já dominadas por Khrall
Thren
O Silêncio
Censura cósmica; mata a voz antes de existir
—
por nomear
Mais quatro Entidades das dez nascidas da Ruptura
6 de 10 nomeadas · lore em consolidação
A força nunca veio da técnica — veio da entrega. Cada arte toca o mundo de forma distinta; e cada ofício que a adotou aprendeu a dobrá-la para o seu fim.
| Arte | Propriedade mágica |
|---|---|
| Canto | Cura, guia, invoca |
| Música | Estrutura, amplifica, harmoniza |
| Pintura | Preserva e abre caminhos (Portais) |
| Dança | Molda o corpo e o espaço |
| Prosa | Fixa ideias e memórias |
| Escultura | Prende forma, presença e permanência |
| Tecelagem | Guarda promessas, nomes e afetos nos fios |
| Artes cénicas | Veste identidades; deixa uma alma experimentar ser outra |
Ofício
Uma lâmina carrega a intenção de quem a forja — as armas mais temidas não são as mais afiadas, mas as marteladas com uma verdade que se recusa a partir do metal.
Ofício
Certas canções fecham feridas melhor do que qualquer erva.
Ofício
Um tecido pode conservar a presença de quem o teceu — um abraço capaz de atravessar a distância e o tempo.
Quando a magia passou a parecer imprevisível, os reinos não pediram o fim da expressão — pediram o seu controlo. A diferença tornou-se conveniente.
Doutrina
A permitida servia disciplina, obediência, fé controlada ou soberania — hinos de templo, brasões reais, marchas militares. A perigosa nascia de impulso, verdade íntima, memória livre: essa perdeu o direito de existir à luz do dia.
Instrumento de Estado
Arte domesticada pela obediência — tambores que sincronizam exércitos, estandartes que impõem fronteiras. Dá nobreza ao controlo e beleza à violência. Argruan, pai de Gibert, acreditava nela como a única magia segura para os homens.
Duas Ordens disputam o que resta da fé na arte — uma protege-a em fragmentos, a outra alimenta, sem saber, a Entidade que mais teme a voz.
Promessa ferida
Os bardos. Guardam a verdade em fragmentos — mas não conhecem a totalidade da Ruptura, nem os nomes verdadeiros das Entidades, nem a natureza real dos Ecos. Caçados, sobrevivem em murmúrios.
Proteção que se tornou censura
Nasce a prometer poupar o mundo do sofrimento da arte. Sem que os seus seguidores saibam, alimenta Thren, o Silêncio: "onde não há expressão, não há risco."
Ainda por escrever como categoria própria — mas já existem sementes espalhadas pela lore que hão de crescer aqui.
Semente
A Mão do Sangue (orcs, fala curta e martelada) e a Mão do Fio (silvanos, fala tecida e repetida) não são só gramática — são duas culturas inteiras de como se diz o que importa.
Semente
Instrumentos registados como armas, danças que exigem autorização, cânticos proibidos em praças — o quotidiano de um povo a aprender a desconfiar do próprio impulso de criar.
Em aberto
Festividades, gastronomia, rituais de passagem, arquitetura por povo, moeda e comércio entre raças — espaço reservado para a próxima fase da lore.